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Uma velha pergunta: seremos substituídos por robôs?

Falamos muito em tecnologia e futuro, como se projetássemos situações dignas de filmes de ficção, em um futuro longínquo. Mas, inegavelmente, já vivemos essa realidade há alguns anos. Foi uma transição gradual tão natural que muitas vezes mal percebemos! Temos dados pessoais e de interesses de busca sendo lidos por empresas, seguimos menus eletrônicos e mais recentemente, nos comunicamos com chatbots e inteligências artificiais. Algumas são tão bem-feitas que algumas pessoas podem facilmente pensar que estão conversando com outro ser humano!

Já vivemos esse futuro tecnológico. Reconhecimento facial, digital, de voz. Podemos ter, por uma quantia muito mais acessível que um celular, uma assistente virtual que nos diga a previsão do clima, o horário, nos lembre de compromissos do dia e até mesmo faça compras online, somente com comando de voz. Não precisamos mais ficar em frente a uma tela digitando.

Todas as tecnologias são muito encantadoras. E, mais que isso, cumprem muito bem o seu papel de ajudar nossa rotina humana, sendo auxiliares cômodas e, para uns, essenciais. Elas também cumprem, em empresas, o objetivo de economizar recursos e facilitar a rotina de trabalho. E com elas, passamos por mais uma revolução industrial: a revolução digital.

Entre as interações entre humanos e sistemas com esse benefício mútuo, temos, por exemplo, o atendimento por chatbot, que é praticidade para o cliente, economia de tempo e de dinheiro para a empresa e simplificação de processos. A programação de um chatbot pode acontecer para agilizar e otimizar os canais do atendimento personalizado humano.

Porém, precisamos assumir que quanto mais instituições automatizam seus atendimentos, e tiram o atendimento personalizado humano, podemos ter grandes problemas.

Entre as dificuldades da revolução digital, temos bancos e outras empresas grandes que apostam em automação para a comunicação com o consumidor podem não conseguir entregar, em sua inteligência artificial, a resolução do problema do cliente. Isso porque tem questões muito singulares, que robô de nenhum tipo consegue solucionar — visto que são programados e as problemáticas de clientes podem sair totalmente da previsão.

Você provavelmente já tentou falar com algum ser humano ligando ou em chat online, e terminou com um robô que, além de não ter a solução, não oferece a opção de receber um atendimento humano. E assim, não teve seu problema solucionado.

O que nos leva a velha questão: seremos substituídos por robôs? Primeiro, foram a automação industrial (indústria 4.0), agora, várias outras profissões já estão sendo substituídas por bots. Tem os que “geram conteúdo” (programado, repetido, limitado), tem outros que até montam estampas de camiseta (passando por cima de direitos autorais), fecham vendas, enviam a encomenda. Há robôs que controlam a maior parte dos produtos de distribuidoras, sendo controlado por poucas pessoas em uma sala de logística.  Ou seja, redução de cargos de trabalho e otimização do profissional.

 

Robôs ainda não conseguem ter a capacidade de encontrar respostas personalizadas e sensíveis, que só o cérebro humano consegue. Na área criativa, apesar de muitas ferramentas com inteligência artificial ajudando nosso trabalho, sabemos que o nosso feeling não pode ser artificialmente reproduzido. 

 

Sempre que uma tecnologia nova surge, temos essa mesma crença que profissões humanas serão substituídas. Algumas, de fato, já foram e estão sendo substituídas. Mas um programa não é ainda capaz de fazer análises de cenário social para criar uma campanha publicitária criativa, que conquiste outras pessoas e até viralize.

Em uma agência, cada tipo de profissional é ainda insubstituível. Imagine um cliente contando sua história e pontos positivos e “negativos” de sua empresa para um sistema ao invés de um atendimento e diretor. Ou ainda um designer-robô que crie ou recrie um logotipo após ler o briefing? Qual seria a qualidade desse trabalho? Um redator terá, com a análise do cenário da empresa e da sociedade, uma assertividade muito maior do que um robô com uma frase genérica.

Inclusive, para deixar claro:

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